EN
Brazilian drummer and composer, Sergio Vieira releases his new effort in 2020: "Introspective Landscapes". With an improvisational and experimental character, the album was recorded in Oporto (Portugal). The album has seven tracks where Vieira moves between the elements and concepts of avant-garde music, and projects the drums to the front as a solo instrument.
“I’ve developed this process for several years, always with search, reflections and explorations of concepts, sounds and atmospheres. It’s a huge challenge to record a full album playing solo with an instrument always viewed as accompanist.”
There’s something audacious in any artistic process. ‘Nuisance’, ‘dissatisfaction’ and ‘want’ are words that are part of the abstract environment that make up a creative process. The real time creation (using improvisation as a tool) can’t be anything other than embrace the danger, as Bukowski said when tried to define what art means.
Undoubtedly, musical experimentation offers unimaginable spectra and sound environments, and in addition to the direct listening experience, the complex plural field that adds up, for example, the musical performance with literature and the visual arts demands from the appreciator a much greater involvement with the artist and the work.
"Introspective Landscapes" transports us to a deeply intimate and exploratory perspective where the listener can create their own appreciation experience, being invited to put themselves in danger along with Sergio Vieira's audacious performance.
- Leandro Amorim, December 2020
PT
Baterista e compositor brasileiro, Sergio Vieira lança em 2020 o seu mais recente trabalho: "Introspective Landscapes". Com caráter improvisativo e experimental, o álbum foi gravado na cidade do Porto (Portugal). O disco contém sete faixas onde Vieira transita entre os elementos e conceitos da música de vanguarda, trazendo a bateria para a linha de frente em uma performance totalmente solista.
“É um processo que venho desenvolvendo já há alguns anos, com muitas buscas, reflexões e explorações de conceitos, timbres e atmosferas. É um grande desafio gravar um trabalho inteiramente solo tocando um instrumento comumente visto como acompanhador.”
Há no processo artístico um ar audacioso. ‘Incômodo’, ‘insatisfação’ e ‘necessidade’ são palavras que fazem parte do ambiente abstrato que compõem um processo criativo. A criação em tempo real (que usa como ferramenta a improvisação) não poderia ser outra coisa senão abraçar o perigo sobre o qual falou Bukovski quando buscou definir o que seria arte.
Sem dúvidas, o experimentalismo musical oferece inimagináveis espectros e ambientes sonoros e, para além da experiência direta da audição, o campo complexo plural que somatiza, por exemplo, a prática musical com a literatura e as artes plásticas solicita do apreciador um envolvimento muito maior com o artista e com a obra.
"Introspective Landscapes" nos transporta para uma perspectiva profundamente intimista e exploratória onde o ouvinte poderá criar sua própria experiência de apreciação, sendo convidado a se colocar em perigo junto com a audaciosa performance de Sergio Vieira.
- Leandro Amorim, Dezembro de 2020
